terça-feira, 9 de agosto de 2011

Doutor é quem faz Doutorado e só!

Alcinópolis está cheio dos doutores. Mas vejamos bem a quem cabe tal formação.

No momento em que nós do Ministério Público da União nos preparamos para atuar contra diversas instituições de ensino superior por conta do número mínimo de mestres e doutores, eis que surge (das cinzas) a velha arenga de que o formado em Direito é Doutor.

A história, que, como boa mentira, muda a todo instante seus elementos, volta à moda. Agora não como resultado de ato de Dona Maria, a Pia, mas como consequência do decreto de D. Pedro I. Fui advogado durante muitos anos antes de ingressar no Ministério Público. Há quase vinte anos sou Professor de Direito.

E desde sempre vejo "docentes" e "profissionais" venderem essa balela para os pobres coitados dos alunos. Quando coordenador de Curso tive o desprazer de chamar a atenção de docentes que mentiam aos alunos dessa maneira.

Eu lhes disse, inclusive, que, em vez de espalharem mentiras ouvidas de outros, melhor seria ensinarem seus alunos a escreverem, mas que essa minha esperança não se concretizaria porque nem mesmo eles sabiam escrever.

Senhores:

Doutor é apenas quem faz Doutorado. E isso vale também para médicos, dentistas, etc. A tradição faz com que nos chamemos de Doutores, mas isso não torna Doutor nenhum médico, dentista, engenheiro e, muito especialmente, advogados.

Falo com sossego.

Afinal, após o meu mestrado, fui aprovado mais de quatro vezes em concursos no Brasil e na Europa e defendi minha tese de Doutorado em Direito Internacional e Integração Econômica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Aliás, disse eu: tese de Doutorado ! Esse nome não se aplica aos trabalhos de graduação, de especialização e de mestrado. E nenhuma peça judicial pode ser chamada de tese, com decência e honestidade.

Os profissionais, sejam quais forem, têm de ser respeitados pelo que fazem de bom e não arrogar para si tratamento ao qual não façam jus. Isso vale para todos.

DOUTORAMENTO É FORMAÇÃO E NÃO TRATAMENTO

Texto: PROF. DR. Marco Antônio Ribeiro Turra, 41 anos, jurista. Membro vitalício do Ministério Público da União. Doutor em Direito Internacional e Integração Econômica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mestre em Direito Público e Ciência Política pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor Visitante da Universidade de São Paulo. Ex-presidente da Associação Americana de Juristas, ex-titular do Instituto dos Advogados Brasileiros e ex-titular da Comissão de Reforma do Poder Judiciário da Ordem dos Advogados do Brasil.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Feliz Dia dos Namorados

Basta o Dia doa Namorados se aproximar que muita gente se apavora. Parace uma obrigação estar acompanhado nesta data. Mas não há motivo para desespero, afinal, ninguém passa o Dia da Árvore, com uma árvore, o do índio com um índio e a páscoa abraçada com um coelhinho. A comemoração é só mais uma data comercial, onde os namorados ganham, mas os comerciantes ganham mais ainda.

O mais bacana mesmo é comemorar um lance, um romance, um namoro, um casamento todos os dias. Antigamente existia uma espécie de obrigação social, principalmente com as mulheres, de se casar, de não "ficar para titia". Hoje não, as pessoas ficam juntas porque querem e são mais sinceras quanto a isso.

É como sempre digo, não sou psicólogo, e muito menos palestrante de encontros de casais, mas desejo a todos os pombinhos um ótimo dia dos namorados. E para os solteiros, no Domingão do Faustão tem Dança dos Famosos. Olha que legal!!!!

terça-feira, 7 de junho de 2011

As notícias em 2030!




As de Alcinópolis serão...Ah! deixa pra lá, é melhor não comentar!!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Coisas que aqui se tornam espetaculares


Em Alcinópolis acontecem coisas engraçadas, ou melhor, coisas completamente normais em outros lugares que se tornam espetaculares aqui. Não sei se é porque a cidade é pequena, mas algumas pessoas se sentem superiores a outras porque conhecem outro estado,  já andaram de escada rolante e sabem o que significa a palavra shopping. É uma babaquice só!

Por exemplo, milhares de paulistanos vão à praia toda semana, em Alcinópolis quando alguém vai viajar para a praia o fato vira o assunto do ano. Vendem-se mais de 14 mil carros por dia no país, aqui tem gente que só falta colocar a foto do carro novo no orkut. 

E a tal da pessoa que adora falar que só usa roupas de grife! Nada contra, quando eu ganhar na mega sena quero renovar meu guarda-roupa, mas agora, ficar pra lá e pra cá dizendo "eu uso aquilo", "eu comprei aquilo", "eu paguei caro". Fala sério vai! O que adianta ter dinheiro pra pagar e mal gosto pra escolher. Eu vou lá na José Paulino, em São Paulo, pago 40 reais em uma blusinha e consigo ficar bem menos brega. (É que eu sou bem mão de vaca mesmo e amo a 25 de março).

Fazer um curso de graduação hoje é fundamental para quem deseja arrumar um emprego bacana, um salário legal. Cursar uma especialização depois não é mais um diferencial no mercado, é praticamente uma exigência no grandes centros. Mas não, claro, em Alcinópolis fazer uma faculdade já dá o direito a muita gente de achar que merece receber o título de cidadão alcinopolense, agora quem cursa uma especialização não acha que merece, tem certeza.

Humildade galera! Vamos esquecer um pouquinho os verbos eu sou, eu tenho, eu faço. Faz bem para a alma e nossos ouvidos agradecem!




quinta-feira, 31 de março de 2011

Primeiros livros do ano

De janeiro pra cá li dois livros: O Demônio e a srta. Prym (Paulo Coelho) e a Menina que não sabia ler (John Harding). Duas histórias intrigantes e envolventes, daquelas que te faz voltar mais cedo pra casa para ler, que te deixa remoendo os fatos dentro da cabeça e lembrando dos personagens com frequencia em momentos do cotidiano.

O Demônio e a Srta. Prym reflete a cobiça e o medo. Começa com a chegada de um estrangeiro a uma pequena cidade, que segundo a velha Berta era o Demónio. Este homem faz uma proposta assustadora à jovem Chantal Prym: que ofereça barras de ouro à pequena comunidade se, em contrapartida, esta cometer um assassinato. O estrangeiro só pretende conhecer a resposta à questão que mais o atormenta: Afinal, o homem é, na sua essência, bom ou mau? Será, através desta história, que o autor revelará como um ser pode aniquilar outros seres semelhantes somente por ganância.



Já A menina que não sabia ler se passa na Nova Inglaterra, 1891. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros - únicos companheiros e confidentes - antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?


Apesar de ter gostado das histórias, os finais não corresponderam as minhas expectativas. Passei o tempo todo presa aos fatos, muitas vezes tensa, nervosa e ofegante com as situações que aconteciam. Fui dormir de madrugada para chegar logo ao desfecho dos personagens, para, depois da última página, pensar:"Acabou? era isso?".

Mas enfim, vale a pena ler. Os dois livros falam do comportamento humano em situações adversas, do isolamento e da relação com o próximo. É bem interessante!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Mitos sobre o Terceiro Setor

Estava dando uma estudada sobre Estado, Governo e Mercado, uma das disciplinas da pós em Gestão Pública Municipal que estou cursando e confirmei alguns mitos sobre o Terceiro Setor que eu já suspeitava mas não tinha embasamento teórico para garantir. Resolvi compartilhar 3 deles aqui, pois, assim como eu, acredito que muita gente não sabia. 

Para começar, as ONGs não são independentes do Governo como o próprio nome diz. Aproximadamente 80% da arrecadação vem do Estado. Segundo, o Terceiro Setor também não trabalha sem fins lucrativos, afinal, eles pagam altos salários aos Gestores de MKT para que a organização seja divulgada e se torne conhecida. 

Por último, trata-se da eficiência, principalmente para quem deseja trilhar uma carreira profissional no Terceiro Setor. Não podemos generalizar, a casos e casos, mas quantos Assistentes Sociais por aí você já ouviu falar que deseja trabalhar em uma ONG?  Eu, pelo menos, não conheço muitos. E pessoas querendo criar cada vez mais ONGs? Ah! essas sim eu vejo aos montes!





segunda-feira, 21 de março de 2011

A vida alheia: mais interessante que a sua!


Aqui em Alcinópolis existe uma profissão muito comum, há muitos profissionais do ramo até, eu diria: os Guardiões de Pé de Manga! Ser um profissional desta área é fácil, não é necessário passar anos na faculdade porque não exige estudo e conhecimento,  muito menos esforço. Ou seja, o Guardião de Pé de Manga não precisará trabalhar, deve apenas ter muito tempo disponível para sentar-se embaixo da árvore e cuidar de tudo o que acontece ao redor.

Que computador, internet, que nada! A principal ferramenta de trabalho é o Tereré. Com ele na mão o trabalho rende, tem gente que faz até hora extra no serviço. Mas não pense você que o Tereré não tem uma razão de ser. É com ele que os Guardião de Pé de Manga recarregam a bateria quando a boca fica seca de tanto conversar.

Caso houvesse uma especialização na área de Guardiões de Pé de Manga esta provavelmente seria em Assuntos Particulares, Babados Conjugais, O Affer Alheio, Quero Ser Você, Saí com Seu Marido Ontem e tantos outros assuntos para os profissionais do ramo se especializarem.

Ah! Não posso deixar de falar do talento nato que os Guardiões de Pé de Manga têm para inventar e aumentar os assuntos. Brincar de telefone mudo então, eita, é com eles mesmo. O lema desta classe trabalhadora é "Falem Mal, mas Falem de Alguém". Esse pessoal também é muito solidário, tem a própria vida mas não liga de também cuidar da sua. É isso aí, ser mais humano com o próximo é tudo!  

A maioria dos Guardião de Pé de Manga levam o ditado Primeiro a Obrigação, Depois a Diversão muito a sério. Afinal, o único lazer é falar da vida alheia. Se tem dívidas, se pulou a cerda, se foi demitido, se está bem de saúde, se está criando bem os filhos, se bebe, se fuma, se vai à igreja. As frases "Bem feito", "Tá sabendo da última? e "Eu já sabia que ia acontecer" estão sempre na ponta da língua.

Quer fazer parte da turma dos Guardiões de Pé de Manga? Fique tranquilo, sempre haverá uma rodinha de tereré a sua espera e, caso você entre para a turma, leva inteiramente grátis um gatinho, fofinho, com sete vidas para você cuidar. Isso sim que é profissão, né não gente? Se interessou? Procure o Nelson Rubens, na RedeTV! "ok, ok"!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Hino Internacional das Mulheres


Vira e mexe lançam músicas bizarras e com letras nada a ver, outras engraçadas, que acabam ficando na nossa cabeça. Sem querer nos pegamos cantanto aquela monstruosidade sonora e quanto maior o esforço para esquecer, mais ela gruda em nossas mentes.

Hoje eu estou assim. Me passaram uma música que, apesar de ser uma dessas pérolas do sertanejo, fala, de forma engraçada, muito bem da vida (escrava) das mulheres com seus namorados, maridos..Eu ainda não conhecia.

A mulherada lá de casa adorou mas eu já não aguento mais cantarolar por aí "eu tô cansada de lavar cueca e viver arrumando a casa de noite e de dia"..já tá ficando estranho..rsrs!


Pega Isso, Pega Aquilo
Ellens


Eu tô cansada de lavar cueca e viver arrumando a casa de noite e de dia. E ainda quando vem visita em casa, tira sarro me chamando de Dona Maria.

Ô sujeitinho a toa que invetô, e a mulher foi o que Deus criô, pra botar ordem e arrumar toda essa baderna. Vou jogar a toalha no chão, eu vou pedir pra Deus em oração, manda pra mim mais dois braços e mais duas pernas.


Ai se eu encontrasse a Eva eu dava uns tapa nela, quem mandou comer a maçã. Porque se não fosse isso, nóis tava no paraíso de tanguinha e rayban.


Refrão:

É um tal de pega isso pega aquilo, traz pra mim, põe aqui, leva lá. Corre mulher prepara logo a maionese põe a carne no espeto que a turma vai chegar.


É um tal de pega isso, pega aquilo, traz pra mim, isso aqui como é que faz. Eta homem tagarela deixa eu ver a novela...Não te aguento mais.


Achei um vídeo, mas doido que a música, para quem quiser ouvir:


http://www.youtube.com/watch?v=s6gafpVoXTE


Vamos cantar mulherada!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cada Povo tem o "i" que merece!

Vida de americano:
iPhone, iPod, iPad, iMac.
 
Vida de Brasileiro:
iPTU, iPVA, iCMS, iPI, iSS, iNSS e a iFudeu...


 
 Simples e real! rsrs

terça-feira, 1 de março de 2011

Que bom seria..


Se a gente já nascesse sabendo tudo. No entanto, infelizmente tem aquele tal processo de amadurecimento, que, por muitas vezes, se morre sem que ele se complete totalmente. Amadurecer dói muito e custa muitas lágrimas, muitos medos, muitos nãos, muita desilusão, muito aperto no coração. Mas é o único jeito de crescer.


Com o tempo a gente aprende que dificilmente algo é eterno, que você não vai casar com seu primeiro namorado como pensava na adolescência, não vai ficar sempre com um corpo maravilhoso se não cuidar na alimentação e fazer exercícios regularmente, sempre haverá alguém melhor que vc em todos os quesitos e pior do que vc também, mas mesmo esse sendo pior não significa que vc tenha mais sorte que ele.

Não existe regra pra nada. Você vai ficar muito sozinha as vezes, sem namorado, sem carinho, sem amor, sem um amigo disponível pra te escutar, vai viver uma vida com uma certa pessoa e mesmo assim não vai conhecê-la completamente. Vai conhecer muitas pessoas, algumas apenas passarão por sua vida e deixarão muitas saudades, outras ficarão pra sempre.

Você acordará com vontade de dançar e ficará horas em frente ao espelho fazendo isso, e no outro dia não terá vontade de levantar da cama e ficará mais cinco minutinhos imagindo como seria bom se você pudesse continuar ali.

Você vai se decepcionar muito, ah como vai. E mesmo assim terá que limpar tua casa, ir ao supermercado e pagar as contas porque você já é dono do próprio nariz e a vida continua.

Amadurecer é muito difícil, muito mesmo, mas quando você amadurece se livra da ansiedade, da ilusão exagerada, da pretensão de que é dona do mundo. Enfim, você acorda pra vida, pro que é real e lida muito melhor com as perdas do que quando acreditava que o mundo era como sua imaginação queria.

Amadurecer dói, mas traz consigo algo que não tem preço: a paz de espírito! E por falar em paz, a foto acima, que tirei em uma das minhas idas à fazenda, em minha opinião, transmite a tão desejada paz que a gente tanto quer e busca durante a vida!